
Nenhum carro capaz de chegar a 300 km/h foi projetado sem um sistema de frenagem à altura. O freio não impede a aceleração, ele é o que torna a velocidade possível. A mesma lógica se aplica às empresas de tecnologia: quanto mais a operação escala, maior a exposição concentrada em fundadores, sócios e pessoas-chave. A palestra apresenta o teste dos 90 dias, um diagnóstico prático em que cada empresário avalia se a própria empresa sustentaria operação, folha e carteira de clientes por um trimestre sem a presença de quem hoje concentra as decisões. A partir daí, percorremos os três riscos que raramente entram no planejamento estratégico: o risco pessoal, o risco de operação e receita, e o risco societário, incluindo o que acontece com a sociedade quando a estrutura de controle muda sem preparo. O objetivo não é falar sobre o que pode dar errado, e sim mostrar que arquitetura de continuidade é componente de crescimento, não freio ao crescimento. Cada participante sai com a própria empresa diagnosticada e com clareza sobre quais riscos assume por decisão e quais assume apenas porque nunca parou para olhar.
Teatro B32
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